Voltei, mas confesso estar perdida no meu próprio espaço. Resolvi, então, começar pelo final.
Estava namorando e mega apaixonada por um cara pra lá de enrolado. Junto com ele comecei a surtar nas desconfianças, traições, términos e recomeços. Só faltava eu acreditar que fazia aquilo que a loucura dele imaginava. Não, não dava. Não dava pra perder momentos bons por conta de insegurança. This is not a love song.
O estopim foi quando fiquei aqui em casa com uma amiga, que mora junto comigo, até tarde conversando e bebendo e loucas. Assumo a bronca: fiquei com vontade de beijá-la, mas não fiz nada. Bateu a curiosidade e eu segurei, pensando na nossa cama depois - minha e dele -, na fantasia que isso iria nos gerar. Queria, mas não de forma física. Desejava uma situação que apenas fosse falada, fantasiada, imaginada. Empolgada contei pra ele, embora estivesse receosa. Won't you dance with me in my world of fantasy? Ele surtou, falando que eu não conseguia me manter fiel, que ele não me bastava e tudo o mais. Mentira! Ele bastava e eu não saía com outros caras, sequer tinha vontade. Partilhei um tesão, um fetiche e ele não soube lidar. E junto com a cabeça encanada dele, eu desencanei. Ele disse que não viria em casa naquele domingo e eu disse que não era preciso vir nem naquele dia, nem no outro e nem nunca mais. Dá licença!
Amor não se implora, assim como cumplicidade também não.
